Queda de juros: como investir?

Queda de juros: como investir?

Queda de juros

O Brasil está passando hoje pelo período com a maior queda de juros da história, ou seja a menor taxa de juros até hoje. A taxa básica de juros caiu para 5% a.a. após a última reunião do Copom, Comitê de Política Monetária. Por isso, o brasileiro precisará se acostumar com novas modalidades de investimento, visto que a maioria das pessoas estão acostumadas com uma renda fixa segura.

Mas o que a queda de juros significa?

A baixa de juros pode significar uma transformação na nossa cultura de investimento. 89% dos brasileiros que investem hoje, investem na poupança. E, se antes ela já apresentava um resultado pouco eficaz, agora se aproxima do zero.

E a baixa da taxa de juros? Interfere na renda fixa?

Antes de mais nada, precisamos informar que poupança não é um investimento. O ato de investir é quando você aplica seu capital e esta renda juros ou algum tipo de correção. Poupar é quando você junta em um momento, com a intenção de usá-lo no futuro.

Semelhantemente, o tesouro direto ou o CDI são tipos de reserva de dinheiro muito buscadas pelos brasileiros. E, as suas remunerações estão atreladas à taxa básica de juros.

É importante saber que quando a Selic está em movimento de alta, os produtos mais rentáveis serão os pós fixados, que acompanharam o crescimento. Mas, se a Selic assumir um viés de baixa, como o que estamos presenciando, os melhores produtos serão os pré fixados, que se manterão no patamar anterior ao da queda.

Por isso, “investir” em rendas fixas – como a poupança – quando a Selic está em queda – 5% a.a. -, fará com que o seu rendimento seja ainda menor, apenas 3,5% a.a. no caso da poupança.

Então, como investir?

Existe uma diferença entre investimento e poupança, como citado. Começamos a acreditar que a poupança era um tipo de investimento visto nosso histórico de juros altos (a Selic chegou aos 14% a.a. há pouquíssimo tempo!). E o pior: pensamos que era um investimento sem risco e com retorno certo. Investimento, por definição, tem risco. Porém, se atrelada a uma boa gestão de risco, é capaz de resultar em ótimos rendimentos.

Visto isso, antes começar a investir em renda variável, você precisa ter uma reserva de emergência. A renda variável possui os seus altos e baixos, já que é uma parcela do dinheiro que você não pode contar no curto prazo. Outra ponto importante a seguir é manter uma carteira diversificada. Isso é o segredo da consistência no longo prazo. Mesmo os investimentos mais seguros têm momentos de queda e diversificar garante que você terá outras fontes de valorização enquanto algum produto passa por fases de baixa.

Por fim, analise todas as possibilidades disponíveis no mercado e escolha a que mais se encaixa ao seu perfil e às suas expectativas no momento. Isso vai ser fundamental para definir qual caminho que irá seguir e qual retorno te espera no fim da estrada.

Se tiver alguma dúvida, é só comentar aqui embaixo.

Laís Pizzingrilli

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